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10 de agosto de 2025
Aproximadamente 5 minutos
Coreia do Sul (MFDS): Princípios Orientadores para Ensaios Clínicos de Dispositivos Médicos com Machine Learning (MLMD) (MFDS–HSA)
Princípios Orientadores (MFDS–HSA) para Ensaios Clínicos de Dispositivos Médicos com Machine Learning (MLMD) na Coreia do Sul
A MFDS (Coreia) e a HSA (Singapura) publicaram princípios orientadores (primeira versão em 11 de dezembro de 2024) para lidar com desafios específicos de estudos clínicos de MLMD e facilitar a entrada eficiente no mercado, mantendo padrões rigorosos de segurança e efetividade. ([MFDS][1])
Referência principal (PDF oficial): Guiding Principles for conducting Clinical Trial for Machine Learning-enabled MDs (MFDS–HSA)
1) Escopo e definições-chave
O que é MLMD?
O documento usa o termo Machine Learning-enabled Medical Device (MLMD) para um dispositivo médico que utiliza machine learning, em parte ou no todo, para atingir sua finalidade médica, referenciando a terminologia do IMDRF. ([imdrf.org][2])
Conformidade regulatória e ética continua obrigatória
Além destes princípios, os patrocinadores devem assegurar conformidade com leis e regulamentos locais sobre pesquisa médica, proteção de participantes e proteção de dados, preservando ética, integridade e privacidade das informações.
2) Desenho do ensaio clínico: alinhamento ao uso pretendido e ao fluxo clínico
O guia destaca que o desenho do ensaio define validade, confiabilidade e conduta ética, incluindo elementos como:
- Configuração do estudo (braço único, paralelo, crossover etc.)
- Hipótese estatística
- Características da população
- Randomização e mascaramento
- Grupos controle
- Desfechos primários e secundários
- Cálculo de tamanho amostral
- Plano de análise estatística
Estudos prospectivos vs retrospectivos
Ensaios retrospectivos (com bases de dados existentes) podem empregar desenhos paralelos ou crossover conforme o objetivo, mas o guia observa que retrospectivos geralmente não avaliam usabilidade ou consequências não intencionais no fluxo de trabalho; estudos adicionais (por exemplo, de usabilidade) podem ser necessários.
Objetivo de desempenho
O desenho deve considerar objetivos, atributos do produto e abordagem para demonstrar segurança e desempenho/efetividade (superioridade, equivalência, não inferioridade).
3) Seleção de pacientes e dados de teste: representatividade, independência e viés
Representatividade
Participantes (ou datasets de teste) devem ser representativos da população-alvo. Critérios de inclusão/exclusão devem refletir o uso pretendido/indicação e incluir população, grupos de doença, frequência, gênero e fatores pertinentes.
Independência em relação aos dados de treinamento
Datasets de teste (prospectivos ou retrospectivos) devem ser independentes dos dados de treinamento usados no desenvolvimento.
Amostra e estatística
Tamanho amostral adequado e métodos estatísticos apropriados são essenciais, considerando doença-alvo, propósito, desfechos, poder estatístico e outras variáveis.
Redução de viés
Randomização e mascaramento são recomendados para reduzir viés de alocação e de avaliação de desfechos.
4) Padrão de referência e interpretação de dados
Escolha do padrão de referência
O padrão de referência é um benchmark objetivo usado como resultado esperado para comparação e avaliação. ([imdrf.org][2]) Normalmente deriva de diretrizes clínicas estabelecidas; se inexistentes por novidade, especialistas podem construir uma diretriz de referência, e estudos adicionais podem ser necessários para estabelecer novas associações clínicas, em linha com conceitos de avaliação clínica de SaMD. ([imdrf.org][3])
Discordâncias entre especialistas
Discordâncias devem ser tratadas de forma sistemática e transparente, documentando áreas de divergência, método de resolução (painel/adjudicação/consenso orientado por dados) e justificativa da decisão final.
Independência para reduzir viés
O guia recomenda que especialistas que definem o padrão de referência sejam independentes do investigador clínico.
5) Desfecho primário e análise: pré-definir e justificar critérios de aceitação
O desfecho primário é o principal resultado para avaliar efetividade e segurança. A análise deve usar estatística para comparar resultados com critérios de aceitação pré-definidos. Esses critérios podem ser definidos pelo patrocinador, mas devem ser justificados e substanciados.
Indicadores citados para desfechos clinicamente significativos incluem:
- Sensibilidade, Especificidade
- PPV, NPV
- NNT
- AUC
Perguntas e respostas (Q&A)
Q1. Por que MLMD exige cuidados específicos em ensaios clínicos?
O guia enfatiza riscos de viés e limitações ligadas à representatividade dos dados, independência do dataset, padrão de referência e processos de interpretação, que impactam diretamente a validade das evidências.
Q2. Posso usar apenas um estudo retrospectivo?
Pode ser útil, mas o guia alerta que retrospectivos podem não capturar usabilidade e efeitos no fluxo de trabalho; estudos adicionais podem ser necessários.
Q3. O que significa dataset de teste independente?
Que o conjunto usado para avaliação não deve depender nem se misturar com dados de treinamento do modelo.
Q4. Como lidar com divergências na rotulagem/ground truth?
Usar um processo transparente (painel, adjudicação, consenso orientado por dados) e registrar divergências, método e racional.
Q5. Preciso sempre de diretriz clínica estabelecida para o padrão de referência?
Em geral sim; se não houver por novidade, especialistas podem estabelecer uma diretriz e pode ser necessário estudo adicional para novas associações clínicas.
Q6. Quem define critérios de aceitação do desfecho primário?
O patrocinador pode definir, mas deve justificar e substanciar esses critérios.
Referências
- MFDS: página que hospeda o guia (registro em 2024-12-11) ([MFDS][1])
- HSA: PDF oficial do guia (MFDS–HSA)
- IMDRF/AIMD WG/N67: termos e definições de MLMD ([imdrf.org][2])
- IMDRF/SaMD WG/N41: avaliação clínica de SaMD ([imdrf.org][3])
- PDF anexado nesta conversa: Guiding Principles for conducting Clinical Trial for Machine Learning-enabled MDs_MFDS-HSA.pdf
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