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2 de dezembro de 2025

Aproximadamente 5 minutos

Princípios para a avaliação de vacinas contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 no Japão

Visão geral do documento

O documento da PMDA Principles for the Evaluation of Vaccines Against the Novel Coronavirus SARS-CoV-2 foi emitido em 2 de setembro de 2020 pelo Office of Vaccines and Blood Products. Ele apresenta princípios básicos para avaliação de eficácia e segurança de vacinas contra SARS-CoV-2 no Japão, com base na situação de agosto de 2020, e destaca que esses princípios podem mudar conforme novas evidências e o status de desenvolvimento evoluam. Referência: PMDA PDF.

Plataformas de vacina consideradas

O documento reconhece várias modalidades em desenvolvimento, incluindo vacina de vírus inativado, vacina de proteína recombinante, vacina de mRNA em nanopartículas lipídicas (LNP-mRNA), vacina de DNA e vacina com vetor viral recombinante.

Avaliação não clínica

Farmacologia (imunogenicidade e efeito protetor)

Para apoiar estudos clínicos, a PMDA indica avaliações farmacológicas não clínicas geralmente necessárias, como:

  • confirmação de anticorpos específicos ao antígeno e anticorpos neutralizantes
  • caracterização da resposta imune (por exemplo, subclasses de IgG e citocinas)
  • confirmação de imunidade mediada por células
  • avaliação de efeito anti-infecção/preventivo em modelos animais de infecção e correlação entre marcadores imunes e proteção Referência: PMDA PDF.

Segurança não clínica

O documento descreve expectativas para segurança não clínica (incluindo GLP) e menciona que, para certas plataformas (LNP-mRNA, DNA, vetores virais recombinantes), pode ser aceitável conduzir estudos de segurança não clínica em paralelo aos estudos clínicos quando a segurança puder ser explicada com base em dados não clínicos/clínicos existentes de componentes/vetores semelhantes.

Risco de intensificação da doença (ADE/ERD)

A PMDA destaca o risco potencial de intensificação da doença (por exemplo, ADE ou ERD) e enfatiza caracterizar a resposta imune antes do início de estudos clínicos para ajudar a estimar esse risco.

Avaliação clínica

Imunogenicidade

O documento orienta a coleta de resultados de imunorreatividade (títulos de anticorpos específicos e neutralizantes) e observa que, após estabelecer padrões/correlatos com base em ensaios concluídos, a imunogenicidade pode apoiar a avaliação. Também recomenda coletar adequadamente a incidência de COVID-19 durante o período de observação em estudos de imunogenicidade para permitir avaliação exploratória de eficácia/segurança quando possível.

Eficácia: endpoints e alternativas

  • Em princípio, a eficácia deve ser avaliada pelo efeito preventivo da doença como endpoint primário, pois (na época) não havia marcador substituto conhecido para prevenção da COVID-19.
  • Outros endpoints possíveis incluem infecção confirmada por métodos virológicos/serológicos e desfechos de gravidade (por exemplo, SpO2, necessidade de oxigênio, ventilador/ECMO, morte).
  • Se uma vacina com efeito preventivo demonstrado tornar-se disponível no Japão, candidatos subsequentes podem ser avaliados em estudos controlados usando essa vacina como comparador, com endpoints definidos conforme o entendimento científico sobre mecanismos de proteção evoluir.
  • O documento antecipa que, se marcadores imunes associados à proteção forem confirmados no futuro, a imunogenicidade pode ser usada como referência (por exemplo, proteção não clínica + imunogenicidade em estudo japonês).

Segurança: o que coletar e por quanto tempo

A PMDA requer coletar:

  • reações locais e sistêmicas solicitadas por pelo menos 7 dias após a administração
  • todos os eventos adversos por pelo menos 28 dias (podendo ser mais longo conforme o produto) e descreve métodos práticos de coleta (diário do participante e contatos/visitas), enfatizando planejamento para coleta adequada a partir do Dia 8.

Estratégia no Japão quando há ensaio confirmatório de eficácia no exterior

Quando um ensaio confirmatório de grande escala é conduzido no exterior com endpoint primário de efeito preventivo, o documento indica que pode ser suficiente no Japão conduzir um estudo para confirmar imunogenicidade e segurança em japoneses sem um ensaio confirmatório de eficácia no Japão; alternativamente, o Japão pode participar de um programa multi-regional para avaliar a eficácia na população japonesa.

Principais mensagens para desenvolvedores

  • Estruture o pacote não clínico para demonstrar imunogenicidade e atividade protetora em modelos animais cedo, incorporando avaliação de risco de ADE/ERD.
  • Mantenha endpoints de prevenção como eixo enquanto não houver correlatos validados; planeje desenhos com comparador ativo quando existirem vacinas estabelecidas.
  • Implemente um sistema robusto para coletar reações solicitadas (≥7 dias) e todos os EAs (≥28 dias), com métodos escaláveis de acompanhamento.
  • Use estudos no Japão estrategicamente para ponte de imunogenicidade/segurança quando a eficácia confirmatória vier do exterior ou via programas multi-regionais.

Referência: PMDA PDF.

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